Quem Tem Medo de Psicólogo?

Na prática clínica, e mesmo no nosso dia-a-dia, nos deparamos com uma situação bastante curiosa: há pessoas que tem medo de psicólogo.
Esse medo, por vezes, é expresso de maneira bem explícita: comentários sobre o medo de ser diagnosticado com algum distúrbio mental, de ser “analisado”, de que o psicólogo descubra algo sem sua permissão, de que ele mande internar…
Tais frases demonstram certo receio e, sobretudo, desconhecimento sobre o que faz, efetivamente, um profissional da psicologia. Em uma breve pesquisa que ajudei a desenvolver (e que pode ser acessada aqui), o papel do psicólogo aparece no imaginário das pessoas de maneira um tanto distorcida, tanto em relação à sua prática profissional quanto, inclusive, à sua formação.
Todos nós sabemos que o desconhecido assusta, e não seria diferente neste tópico em particular. Ir ao psicólogo não é coisa de “louco”, não é só para quem tem “doenças mentais”; ele não vai receitar nenhum medicamento, nem “mandar internar”; do mesmo modo, o psicólogo certamente não vai adivinhar ou descobrir magicamente qualquer tipo de segredo, nem vai analisar ninguém de modo a causar exposição ou constrangimento (o que consiste, a propósito, em uma prerrogativa ética da profissão).
Sentimentos de vergonha e medo de ir ao psicólogo são bastante comuns.
Mais do que se imagina.
A prática da psicoterapia se fundamenta em princípios científicos, e serve para ajudar pessoas com dificuldades em diversas situações e áreas da vida (afetiva, conjugal, familiar, interpessoal, profissional…), quando essas dificuldades geram sofrimento psíquico.
Existe, até em função da imagem distorcida sobre a qual falamos, muito preconceito sobre “passar no psicólogo” – o que gera vergonha e medo. Mas, do mesmo modo como buscamos ajuda profissional de um fisioterapeuta, fonoaudiólogo, ginecologista, entre tantos outros, por que não procurar um psicólogo?
É muito comum ouvir, no consultório, frases como “não foi como eu imaginava”, “achei que você ia ficar em silêncio só me analisando” ou “nem doeu” depois da primeira consulta. E isso é um bom indicativo de que a ideia que se tinha não corresponde, necessariamente, à realidade da sessão…
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