Hidrate-se!

Seguindo a linha de atitudes básicas que fazem toda a diferença, hoje vou falar sobre a água que ingerimos. Iniciando com algumas perguntas: quanta água você já tomou hoje? É bastante conhecida aquela máxima de “dois litros por dia”… Mas será isso verdade?

Nosso corpo é formado, em grande parte, por líquidos; e a manutenção dessa parte líquida se dá através da água que absorvemos, seja ela pura, em forma de suco/outras bebidas ou até mesmo da alimentação – pois os alimentos que ingerimos também têm sua porcentagem de água, maior ou menor dependendo do tipo de alimento em questão.

Refrigerantes contém substâncias que causam alguns efeitos indesejados, e por isso não constituem uma alternativa saudável. Precisamos repor a água que nosso corpo gasta durante o dia através da transpiração, urina, lágrimas e outros processos metabólicos. Um corpo bem hidratado mantém-se em melhor nível de funcionamento. Pele, cabelos, olhos, o processo digestivo, a eliminação dos resíduos do metabolismo, todos são beneficiados pela ingestão adequada de água.

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Saúde!

Muitos de nós não temos o hábito de tomar água. Soa estranha essa expressão? “Hábito de tomar água”… Normalmente nos guiamos pelo sinal que nosso corpo ativa quando não está devidamente hidratado: a sede. Mas, como defendem os profissionais da nutrição e afins, que esse não é o ideal; de maneira análoga aos alarmes que instalamos para proteger nossos bens, o da sede também só é disparado quando as coisas já não estão muito bem. Em outras palavras, o melhor seria se cultivássemos o hábito de hidratar nosso corpo, sem esperar que a sede precise nos lembrar. Mesmo no inverno, quando normalmente sentimos menos vontade de tomar água, é importante nos mantermos bem hidratados – o clima muda, mas a atividade metabólica continua!

Com relação à quantidade, também nesse campo cada indivíduo é único: as suas necessidades podem ser um pouco menores (ou maiores!) que os tão difundidos dois litros de água por dia. Nosso corpo perde mais ou menos água de acordo com as atividades físicas que desenvolvemos (ou não), alimentos que ingerimos, fatores climáticos a que estamos expostos… E para saber se estamos devidamente hidratados, vale observar alguns pontos, como a cor da urina (que deve estar clarinha), se sentimos muita sede durante o dia, se nossa pele (excluindo a possibilidade de alguma outra alteração) fica seca e descamando; são apenas alguns exemplos, mas podem servir como guias preciosos.

O interessante é buscar sempre o equilíbrio, pois deste modo tendemos a ter mais saúde. Nem sempre é o caminho fácil, pois envolve nos livrarmos de maus hábitos e cultivar alguns novos. Mas os benefícios são muitos e reais.

Acredite, vale a pena!

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O desafio de encontrar Significado e Satisfação na vida

Muitas pessoas me procuram em busca de ajuda essencialmente por duas razões: ou porque têm um sofrimento e querem se ver livre dele; ou porque não tem exatamente um problema grave – às vezes, até possuem todos os elementos que se costuma imaginar que façam “uma boa vida” – mas mesmo assim não tem satisfação e nem encontram um sentido pra suas vidas. O que será que falta a essas pessoas?
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Em geral, as angústias e insatisfações delas tem origem em dois pontos principais:
a) falta de conhecimento sobre os mecanismos psicológicos que constituem nossa vida
b) dificuldade em lidar com as situações (ou relacionamentos) de maneira que se encontre uma solução alinhada com seu jeito particular de ser – sua personalidade ou identidade.

É bastante comum que tenhamos o pensamento de que já nos conhecemos o bastante, de que temos uma visão clara e real daquilo que somos de verdade. Sendo assim, se já sei quem sou e o que quero, o que faltaria para tomar todas as atitudes que nos trariam satisfação?
Ou ainda, se considerarmos que tomamos todas as decisões corretas, de onde vem os sentimentos de insatisfação, tristeza e angústia que por vezes nos atingem?

A verdade é que temos uma tendência natural a subestimar ou superestimar elementos da nossa própria mente (ou psiquê). Olhando os problemas de um amigo ou colega, é fácil ter palpites do que deveria ser feito – a solução é simples, óbvia, clara como água! Mas quando se trata de nossas vidas, é muito mais difícil discernir o caminho a ser seguido. E por isso o autoconhecimento é tão importante.

Minha proposta é de que se você se conhece bem o bastante pra compreender como sua mente funciona e toma atitudes que estão alinhadas com sua personalidade real (aquilo que você é de verdade), o único resultado possível é uma vida mais satisfatória e com mais significado.

Como em diversas áreas, seja na economia, na política ou na vida particular, quando não se consegue manter o foco dos esforços nos elementos principais, pouco ou nenhum resultado é obtido. E está em nossas mãos conhecer e tomar conta da mais importante fonte de recursos que possuímos: nossa mente.

O que você escolhe?

Você pode escolher entre curtir ser quem você é ou viver infeliz por não ser quem gostaria.

Você pode escolher entre assumir sua individualidade ou sempre procurar ser o que os outros gostariam que você fosse.

Você pode escolher entre se divertir ou dizer em tom amargo que já passou da idade e que essas coisas são fúteis e nada têm a ver com você.

Você pode escolher entre amar incondicionalmente ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode escolher entre ouvir seu coração ou agir apenas racionalmente, analisando a vida antes de vivê-la.

Você pode escolher entre deixar tudo como está para ver como é que fica ou realizar as mudanças que o mundo exige.


Você pode escolher entre deixar-se paralisar pelo medo ou agir com o pouco que tem e com muita vontade de vencer.

Você pode escolher entre amaldiçoar sua sorte ou encarar a grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.

Você pode escolher entre achar culpados e desculpas para tudo ou encarar que é você quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher entre traçar seu destino ou continuar acreditando que ele já estava escrito e não há nada a fazer.

Você pode escolher entre viver o presente ou ficar preso a um passado que já se foi e a um futuro que ainda não veio.

Você pode escolher entre melhorar tudo o que está à sua volta e a si próprio ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.

Você pode escolher entre continuar escravo da preguiça ou tomar a atitude necessária para concretizar seu plano de vida.

Você pode escolher entre aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo e nada mais aprender.

Você pode escolher entre ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.



A escolha é sua…

(autor desconhecido)

A imagem veio daqui

Fibromialgia e Qualidade de Vida

Quando falamos em qualidade de vida, imediatamente incluímos em um mesmo “pacote” uma série de requisitos bem diversos a serem contemplados. Este pensamento se alinha à definição de saúde atualmente aceita – um estado que não se limita apenas à ausência de doenças, mas que inclui o bem estar físico, mental e social. Neste sentido, a fibromialgia constitui-se em um ponto importantíssimo de reflexão a todos os profissionais de saúde, em função de sua complexidade.
A fibromialgia (ou fibrosite, como era conhecida no início) é um quadro caracterizado por dores músculo-esqueléticas difusas e em pontos anatomicamente bem determinadas. Embora já nomeada em 1904, somente na década de 1970 começou a se tornar uma entidade nosológica melhor definida, quando começaram as publicações apontando distúrbios do sono como parte integrante da síndrome, à qual também se incluiu a fadiga crônica como um de seus sintomas. Conforme os estudos foram evoluindo e se aprofundando, também foram apontadas outras condições que podem acompanhá-la, como ansiedade e depressão.
Na fibromialgia, o sofrimento acontece na esfera física, psicológica e também social.
A fibromialgia se coloca como um desafio tanto ao diagnóstico quanto ao tratamento. Primeiro, porque em geral se leva em consideração o pensamento segundo o qual toda doença necessariamente deriva de uma alteração biológica quantificável (como é conhecido, a pessoa com fibromialgia não apresenta, por exemplo, alterações em exames laboratoriais ou anatomopatológicos). Segundo, porque o caráter crônico das dores de certa maneira obscurece seu valor como critério diagnóstico; explico: enquanto sinal de alarme, de que algo não vai bem, a dor serve como um guia precioso que ajuda a definir o que há de errado com aquele organismo (ilustra isso a clássica pergunta: “onde é que dói?”). Ora, considerando o caráter difuso e constante das dores sem lesão física que ocorrem na fibromialgia, e a própria subjetividade que envolve a avaliação de sua intensidade, torna-se difícil utilizar a dor como parâmetro na hora de avaliar a queixa. Juntando tudo isso, é fácil cair na armadilha de subestimar o sofrimento (como se fosse menos intenso do que realmente é), relegando-o a um caráter secundário ou, pior, de considerar que é “coisa de gente mole”.
O fato é que, por trás de uma mera classificação ou mensuração das dores, há uma pessoa que sofre com prejuízos em todas as esferas: física, psicológica e social.
Na esfera física, a dor crônica torna difícil, quando não impede definitivamente, a realização de tarefas importantes na vida de qualquer pessoa, tanto em casa quanto no trabalho. Mais que “só uma dorzinha de nada”, a isso se sobrepõem os efeitos das noites mal dormidas e, consequentemente, da fadiga. O corpo sofre e se desgasta progressivamente com isto, levando a um estado geral de falta de energia e vitalidade. Ora, nossa condição de estarmos vivos e atuantes no mundo passa primeiro pela dimensão biológica, pelo corpo, e assim podemos dizer que não é possível atingir um estado de bem estar enquanto há um nível considerável de sofrimento físico.
Na esfera psicológica, hoje já são bem conhecidas (seja por meio de estudos ou porque sentimos na própria pele) as alterações de humor oriundas da privação de um sono de qualidade. Pesquisas indicam que ocorre uma modificação atípica das ondas cerebrais durante um dos estágios mais profundos do sono nos portadores de fibromialgia, e isto teria como consequência um sono superficial e não reparador, com despertares frequentes mesmo aos menores estímulos. Além de não recuperar o corpo, a mente também sofre, deixando a pessoa mais suscetível aos estados de irritabilidade e tristeza, a oscilações emocionais e à cefaléia, com consequências para a memória e até mesmo para a percepção e codificação das informações. Outra questão que não deve ser ignorada é o quanto o fato da fibromialgia não ter cura ou etiologia conhecidas impacta sobre a dimensão psíquica do indivíduo – podendo gerar sentimentos de desamparo/desesperança, impotência e vulnerabilidade, sejam eles conscientes ou não.
Na esfera social, se depara com efeitos que advém da redução da capacidade para o trabalho e a vida pessoal. Novamente enfocando o caráter essencialmente subjetivo da dor, muitos ficam reticentes quanto à legitimação deste sofrimento (e até mesmo no campo acadêmico prossegue o debate sobre o estatuto de doença atribuído à fibromialgia). De fato, não podemos ignorar que a falta de informação do grande público sobre o quadro, associado à realidade de que grande parte das pessoas acometidas por ela ser do sexo feminino, tem consequências sobre o impacto social causado por ele (e o debate dessas consequências, considerado o papel social da mulher, embora importante, foge ao propósito da presente reflexão).
É importante destacar que a complexidade da fibromialgia aponta na direção de uma etiologia múltipla, onde se entrelaçam fatores físicos, psíquicos e ambientais. O tratamento mais indicado, portanto, seria aquele que fosse o mais abrangente possível em todas essas dimensões, envolvendo o esforço de equipe multiprofissional, cada um em sua área de atuação. Através da compreensão empática daquele que procura ajuda e de seu sofrimento, pode-se mais facilmente aceder ao objetivo maior que é a redução do sofrimento e a promoção de uma vida com mais qualidade às pessoas que se colocam diante de nós.
A imagem veio daqui.
Wilson Luis Silva
Psicoterapeuta corporal
Psicólogo (CRP 06/103.262) graduado pelas Faculdades de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos, em formação no curso de Análise Biodinâmica pelo IBPB – Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica

Pense Diferente!

 

 
O que você gostaria que fosse diferente?

 

É frequente exprimirmos nossos objetivos da seguinte forma. Vamos imaginar que uma determinada pessoa tenha quilos a mais e não goste desse fato. Daí, ela fica ruminando a ideia de que “não quero ter quilos a mais”. E essa ideia facilmente evolui para um “não quero ser gordo (a)”, “é horrível ter esses quilos a mais”, “o que eu fiz para merecer isso”, “ninguém gosta de mim por isso”, “não consigo emagrecer”…

 

Perceba como o primeiro pensamento negativo se desdobra em uma série de outros, igualmente negativos, e a pessoa fica presa em uma espiral de angústia, tristeza, amargura, medos, culpas. Um círculo vicioso difícil de ser rompido.

 

Difícil, sim. Mas não impossível.

 
 

Vamos imaginar agora que aquela mesma pessoa, diante do mesmo problema, pensasse da seguinte forma: “quero perder xx quilos”. O simples fato de mudar o enfoque levanta a possibilidade do “como fazer”; leva-nos a imaginar o que, de fato, pode ser realizado de forma concreta para transformar a realidade. O que pode ser feito para mudar? Certas ações podem me ajudar a perder os xx quilos: Exercício físico, dieta, medicação, re-educação alimentar, consultar um nutricionista, controlar a ansiedade que me faz comer demais… As possibilidades são muitas, e se abrem como um leque diante de uma simples reformulação.

 

A pessoa em questão não se sente menos incomodada com o problema, mas se vê diante de possibilidades reais de mudança. Isso pode ajudá-la a traçar uma estratégia de enfrentamento, uma série de passos que a conduzirão à mudança desejada. Por si só, esta atitude diminui o sentimento de impotência, de estar à mercê das coisas que acontecem, e ajuda a construir a noção de que se pode efetivamente fazer algo para mudar.

 

Experimente trocar…

 

… “odeio ser tímido” por “quero me expressar melhor em público”;

… “não quero me sentir sozinha” por “quero arranjar um companheiro”;

… “não me sinto bonita” por “quero me aceitar como sou”;

… “não quero me sentir incapaz” por “quero ser mais confiante”.

 

Mudar nossa forma de pensar pode ser o primeiro passo para uma real transformação da realidade que nos incomoda. Nem sempre é fácil expressar nossas necessidades nestes termos, mas pare e pense honestamente em como está expressando o que deseja mudar em sua vida. Pode ser surpreendente.

Dicas de Pandora #3

Há períodos em que é necessária uma reflexão mais profunda, uma elaboração das metas que se quer atingir, a decisão de onde se quer chegar. Depois de definidos esses pontos, chega a hora de avançar – acessar toda a força e entusiasmo que somos capazes de reunir e seguir em frente, rumo aos nossos objetivos.

Que hoje possamos agir para o melhor!

44 anos de debate

Para além da discussão que existe em torno do tema, o dia 28 de junho é considerado (e comemorado) em todo o mundo como o Dia do Orgulho Gay. A data foi escolhida em função da Revolta de Stonewall (Stonewall Riots).

Em 1969, havia a segregação e até punição legal para aqueles que demonstrassem carinho para com pessoas do mesmo sexo, ou se vestissem fora do que era esperado para seu sexo biológico. No dia 28 de junho deste ano, no bar de Stonewall, em Nova York, um grupo de gays e lésbicas se recusou a se deixar levar pela polícia. Seu crime era apenas ser quem eram. Isso deu início a um movimento de liberação, um ‘basta!’ a toda a discriminação e violência que sofriam.

Nesse momento em que as manifestações populares mostram a força que têm, é preciso lembrar que há mais de quarenta anos um grupo de pessoas iniciou um movimento e uma discussão que são tão atuais, apesar do tempo transcorrido.

Embora visibilidade e direitos tenham sido conquistados, tudo ainda é muito incipiente. O Brasil já reconhece o casamento civil igualitário, e recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a lei federal que considerava legítima apenas a união entre um homem e uma mulher. Mas mesmo com isso muitos ainda sofrem com violência e discriminação (veladas ou não) em suas vidas diárias. São pessoas sofrendo por serem quem são. Ainda.

Uma cultura de tolerância, respeito e paz é uma construção trabalhosa, que demanda tempo. A recompensa é um mundo mais justo, onde todos possam ter assegurado seu direito de ser livre e de buscar sua felicidade. A responsabilidade pela construção dessa sociedade é de todos nós.

“Consideramos justa toda forma de amor”