Competências Emocionais para viver melhor

Durante esses anos realizando atendimentos em consultório como psicólogo, muitas pessoas me procuraram (e ainda procuram) em busca de ajuda. Embora os motivos variem bastante em conteúdo, fui notando que na forma todos os problemas obedecem a um certo “padrão”. Independente de se tratar de um problema de relacionamento, familiar, profissional, de estresse, de depressão ou de autoestima – apenas para citar alguns tipos – invariavelmente uma mesma dificuldade se apresenta como origem.

A dificuldade de lidar com as emoções.

É curioso perceber que, em pleno século XXI, com tantos avanços científicos e tecnológicos, ainda estejamos às voltas com algo tão elementar e tão próximo de nós como são as emoções.  Por mais que a expressão Inteligência Emocional seja bastante popular hoje em dia, vivenciar este conceito está longe de ser algo tão desenvolvido em cada um de nós.

Evidentemente isso é resultado de uma série de fatores históricos, culturais e até mesmo filosóficos (em breve, escreverei mais a respeito destes fatores). Mas o fato é que ainda sofremos por não entender e não saber como lidar com esse lado da nossa vida psicológica.

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Ao observar o mundo atual, é fácil perceber que somente o conhecimento intelectual não é o bastante para resolver os nossos problemas pessoais e muito menos os sociais. Na era da internet, abundância de informação não é suficiente. Ainda convivemos com agressividade sem controle, desvalorização da vida, competitividade desleal, mal estar generalizado. Assim sendo, que tipo de habilidades são necessárias para sobreviver e, por que não, plantar a semente da mudança nesses tempos tão turbulentos?

As Competências Emocionais são um conjunto de habilidades que se referem à totalidade da nossa vida emocional. Essas habilidades, durante muito tempo, foram encaradas como um “pseudoconhecimento”, algo irrelevante com que não se deveria gastar muito tempo. Hoje, porém, cada vez mais se observa o quanto são necessárias. Mesmo no mercado profissional essa visão tem se disseminado e consolidado – o bom profissional não é mais apenas aquele que tem o conhecimento técnico, mas sim aquele que sabe aliar equilíbrio emocional e capacidade de relacionamento com a competência técnica específica da sua função.

Ao contrário do que se pode parecer a primeira vista, essas competências não são como “dons” com os quais se tem (ou não) a sorte de nascer. São habilidades que se pode aprender e praticar – e que deveriam ter sido ensinadas a cada um de nós. Não é um processo tão simples, mas entender como tudo isso funciona é o primeiro passo para identificar de que modo é possível melhorar em todos os aspectos da vida.

Nesta série de postagens aqui no Biodinamizando, irei descrever habilidades gerais e específicas que constituem as Competências Emocionais, de acordo com a visão que tenho formado ao longo destes anos de estudo. Esse modelo é o mesmo que utilizo para entender as dificuldades e então ajudar as pessoas que me procuram no consultório.

Vamos dar início com as habilidades gerais, que serão divididas em três blocos principais: a Consciência Emocional, a Adequação Emocional e a Autonomia Emocional.

Fica aqui o convite para acompanhar as próximas postagens, onde serão explicados os significados de cada uma delas e as maneiras pelas quais é possível desenvolver em nós mesmos essas competências tão importantes para nossa formação enquanto seres humanos mais realizados e completos.

Até a próxima!

 

 

 

 

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Escrito por profissionais do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica – a maior entidade divulgadora desta abordagem no país – o livro O Toque na Psicoterapia: Massagem Biodinâmica esteve durante essa semana entre os 20 mais vendidos na categoria Psicologia e Aconselhamento, Saúde e Família do site Amazon.com.br

Discutindo indicações e contraindicações do toque durante o tratamento psicoterápico e explicitando as bases teóricas que fundamentam essa prática, o livro traz também traz as técnicas de Massagem Biodinâmica reunidas e compiladas pelo Instituto, parte do seu curso de formação.

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Tenho muito orgulho de fazer parte da comunidade Biodinâmica! Parabéns, equipe!

O que, afinal, a Psicologia tem a ver com o corpo?

Inicialmente, quando pensamos em Psicologia, logo somos levados a pensar sobre o estudo e as intervenções sobre a vida e saúde mental das pessoas, não é verdade? Mesmo a origem da palavra Psicologia (do grego Psyche, ‘alma’ e Logos, ‘estudo’) nos conduz a esse raciocínio – Estudo da Alma. Nada a ver com corpo.

Porém, olhando com um pouco mais de atenção veremos que essa aparente contradição não se sustenta.

A começar pelo estudo daquele que é o órgão de maior interesse para as ciências da mente: o cérebro. Expressões como “hoje estou com a cabeça cheia” ou “estou com a minha cabeça fervendo” são expressões populares para quando estamos preocupados ou aborrecidos. Hoje temos dados científicos que vem ao encontro dessa sabedoria popular; a atividade mental é resultado de algo que acontece na cabeça – mais precisamente no cérebro. O mau funcionamento cerebral (seja por uma deficiência em seu desenvolvimento ou mesmo em função de alguma lesão – por exemplo, em um acidente) altera toda a vivência e expressão das chamadas funções mentais: memória, consciência, percepção, linguagem, movimentos… 

O cérebro, então, funciona como uma “caixa de comando”, onde são reunidas e processadas as informações e de onde partem os comandos para o restante do corpo funcionar. Através da medula e dos nervos, o corpo inteiro se encontra interligado e sob o comando do que acontece no cérebro. Mesmo as funções corporais sobre as quais não pensamos (no sentido de que não precisamos pensar conscientemente para nosso coração bater ou nossos rins filtrarem o sangue) acontecem a partir de informações enviadas do sistema nervoso – do qual o cérebro é peça chave.

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Podemos ir mais além. O que nós chamamos de emoção nada mais é do que uma reação do corpo a determinados estímulos. Ao acordar no meio da noite com um barulho muito alto e forte, nos levantamos rápido, nosso corpo contraído, um “frio na barriga”, a respiração presa, o coração batendo forte e os olhos “arregalados”. Considerando que o barulho foi causado pelo vento que bateu uma janela, depois podemos descrever a situação – “Acordei assustado”. Primeiro nosso corpo reage em uma série de atos reflexos, depois nosso cérebro interpreta estes sinais e temos a consciência “me assustei”. E a isso nomeamos como medo. 

O mesmo acontece com outras emoções. Além dos efeitos globais gerados no organismo, também acontecem efeitos mais sutis. Por exemplo, por mais que se esforce, é pouco provável que todos consigam esconder a raiva: alguma coisa na postura, no olhar ou nas expressões faciais se alteram em função da emoção sentida. Ou será que a emoção na verdade é percebida somente depois que o cérebro registra as alterações corporais? Independente da ordem em que as informações são processadas (e em se tratando de funcionamento cerebral, isso pode levar apenas algumas frações de segundo), o fato é que existe aí uma relação.

Assim, podemos dizer que as emoções estão relacionadas tanto a reações do corpo como da mente. Nas chamadas doenças psicossomáticas, disfunções físicas têm como origem desequilíbrios na vida mental/afetiva. Todos já ouvimos falar do quanto o estresse prolongado é capaz de nós levar a uma série de doenças – hipertensão, dores de cabeça, gastrite, entre outras. Do mesmo modo, algumas doenças físicas podem dar origem a alterações mentais: desde o mau funcionamento de glândulas como a tireóide, causando sintomas parecidos com a depressão; até a perda da fala ou dos movimentos, causada por lesões no cérebro (caso dos Acidentes Vasculares Cerebrais – os AVCs) ou na medula (fraturas na coluna em acidentes, por exemplo).

Problemas também acontecem quando a percepção do que acontece conosco falha. É o caso da pessoa que é muito ansiosa e apenas tem consciência disso quando os efeitos – físico e mentais – da ansiedade se transformam em um transtorno. Ou da pessoa que se torna irritadiça e não consegue dormir, sem perceber que tudo acontece em função do desequilíbrio gerado pelo estresse. Falta a percepção dos efeitos no corpo, ou dos efeitos na mente. Essa separação (ou cisão) é bastante perigosa pois nos leva gradativamente a quadros bastante complicados.

A partir disso, já poderíamos dizer que a Psicologia tem muita coisa a ver com o corpo. Afinal tudo que afeta a mente vai, através do cérebro, e em algum momento, afetar também outras partes do corpo. Não esqueçamos que somos um todo interdependente, sendo que  negligenciar qualquer uma das partes gera desequilíbrio nas outras. Desse modo, a divisão entre corpo e mente se torna apenas didática, um recurso utilizado pela ciência para tentar compreender as funções e interrelações desse ser tão complexo que é o ser humano.

A Psicologia Biodinâmica, enquanto uma abordagem da psicologia corporal, reúne conhecimentos de diversas áreas do saber ligadas a esse raciocínio. Através dessa forma de entender e agir, busca-se ampliar e fortalecer a consciência do corpo, superar a cisão, como uma forma de auxiliar no processo de tratar a mente. E vice-versa, pois a relação entre eles é dinâmica e, como vimos, profundamente interligada. 

Quatro maneiras pelas quais a Psicologia Biodinâmica melhorou minha vida.

Costumo dizer que a Biodinâmica me fez muito bem e que, nesses já quase quatro anos de (trans)formação aprendi muito – não apenas sobre a teoria, como também sobre as coisas que regem a vida. Justamente por isso me empenho em ajudar outras pessoas dessa maneira: porque já senti na pele (muitas vezes, literalmente) o quanto se pode viver com mais significado e satisfação através dela. Assim, hoje venho falar um pouco a respeito do que, exatamente, a Psicologia Biodinâmica fez por mim:

 

1. Melhorou a saúde do meu corpo
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Estar atento e reconhecer que eu sofria com dores e tensões musculares das quais eu nem tinha muita consciência me mostrou o quão negligente se pode ser com a primeira casa que habitamos: nosso corpo.
Construir uma referência de relaxamento ensinou meu sistema nervoso a relaxar (pois isso também se aprende!), e o bem estar que surgiu a partir daí me levou a prestar mais atenção e cuidar melhor da minha saúde. Fora que, ao diminuir o nível de stress, meu sistema imunológico passou a trabalhar muito melhor, sono e digestão passaram a funcionar melhor que nunca… entre outros ganhos.

 
2. Aumentou minha autoconsciência

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Eis um fato neurológico: nossa autoconsciência surge da integração que o sistema nervoso faz dos sinais corporais. Esse é um processo que ocorre “nos bastidores” da atividade cerebral, isto é, acontece e nem se percebe – é parte da arquitetura do cérebro, por assim dizer. De fato, é como se o cérebro reunisse todas as sensações do corpo (pele, músculos, vísceras, etc) para definir “quem sou eu”. Daí que o trabalho corporal que realizei com a Biodinâmica aumentou muito minha percepção desses sinais e consequentemente minha autoconsciência. Conhecer limites e potenciais, o que se consegue ou não fazer, nos dá um senso de fortalecimento sem igual.

 

3. Ensinou a lidar melhor com minhas emoções
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Quase como uma continuação do processo de autoconhecimento mencionado no item anterior, a percepção mais aguçada de mim mesmo me ensinou a lidar com minhas emoções. Toda emoção surge primeiro como uma sensação corporal e que depois é percebida pela mente consciente (por exemplo, quando algo vem muito rápido em nossa direção, nosso reflexo é desviar – e só depois se consegue perceber se é algo realmente perigoso ou não. E todos já passamos por situações em que, ao tomar um susto, nos pegamos prendendo a respiração). Daí que a maior consciência das sensações corporais “reforça” as conexões neuronais que percebem as emoções.
É muito mais fácil lidar com a raiva quando se percebe a irritação crescendo em você, e não quando já se está gritando e no meio de uma briga. O mesmo vale para as outras emoções, boas ou não: tristeza, euforia, angústia, alegria…

 

4. Transformou minha relação com outras pessoas
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Por fim, mas não menos importante, a Psicologia Biodinâmica transformou minha relação com outras pessoas de duas maneiras diferentes.
Primeiro, porque lidar com pessoas não é fácil – mas fica muito mais tranquilo quando se conhece bem seus PRÓPRIOS sentimentos e emoções. Aliás, só dizemos que as pessoas são difíceis justamente porque elas nos causam emoções que não queríamos sentir ou com as quais não sabemos lidar. Sejam chefes ou parceiros que nos irritam, pessoas que depreciam nosso trabalho e nos entristecem, imprudentes no trânsito que causam em nós medo e tensão… a lista é grande. Lidar melhor com minhas próprias emoções me deu ferramentas para ao menos me manter mais equilibrado diante dessas situações.
Segundo, e não menos importante, porque o conhecimento teórico da Psicologia Biodinâmica nos oferece uma visão de que as pessoas por vezes não são boas porque, a grosso modo, não tiveram espaço para desenvolver suas qualidades. Isso tem implicações familiares, sociais, políticas e econômicas (e que não caberiam ser discutida em um pequeno texto como esse). Mas o fato é que passei a observar melhor alguns casos e pude perceber que essa ideia faz muito sentido, e pude lidar com algumas pessoas de um modo que não seria possível sem essa compreensão.

 

Em suma, existem outros efeitos mais sutis e que derivam, de um modo ou de outro, dessas quatro maneiras que mencionei. Enfim, posso dizer que a teoria, a prática e a experiência de biodinamizar um pouco minha vida a mudou completamente – e me arrisco a dizer que para sempre.

 

Até a próxima!

 

Acupuntura Auricular – Auriculoterapia

Derivada da medicina tradicional chinesa, a auriculoterapia é uma técnica que consiste na estimulação de determinados pontos da orelha relacionados aos meridianos de circulação energética do organismo.
Todas as doenças e disfunções têm origem em algum desequilíbrio nessa estrutura sutil e, através da estimulação dos pontos, existe a possibilidade de retomar o equilíbrio saudável.

É possível obter resultados altamente positivos em casos como insônia, enxaqueca, dores ósteo-musculares (artrite, artrose, tendinites, luxações, etc), ansiedade, alergias, vício em nicotina, desequilíbrio alimentar, sobrepeso e uma série de outras.

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Fibromialgia e Qualidade de Vida

Quando falamos em qualidade de vida, imediatamente incluímos em um mesmo “pacote” uma série de requisitos bem diversos a serem contemplados. Este pensamento se alinha à definição de saúde atualmente aceita – um estado que não se limita apenas à ausência de doenças, mas que inclui o bem estar físico, mental e social. Neste sentido, a fibromialgia constitui-se em um ponto importantíssimo de reflexão a todos os profissionais de saúde, em função de sua complexidade.
A fibromialgia (ou fibrosite, como era conhecida no início) é um quadro caracterizado por dores músculo-esqueléticas difusas e em pontos anatomicamente bem determinadas. Embora já nomeada em 1904, somente na década de 1970 começou a se tornar uma entidade nosológica melhor definida, quando começaram as publicações apontando distúrbios do sono como parte integrante da síndrome, à qual também se incluiu a fadiga crônica como um de seus sintomas. Conforme os estudos foram evoluindo e se aprofundando, também foram apontadas outras condições que podem acompanhá-la, como ansiedade e depressão.
Na fibromialgia, o sofrimento acontece na esfera física, psicológica e também social.
A fibromialgia se coloca como um desafio tanto ao diagnóstico quanto ao tratamento. Primeiro, porque em geral se leva em consideração o pensamento segundo o qual toda doença necessariamente deriva de uma alteração biológica quantificável (como é conhecido, a pessoa com fibromialgia não apresenta, por exemplo, alterações em exames laboratoriais ou anatomopatológicos). Segundo, porque o caráter crônico das dores de certa maneira obscurece seu valor como critério diagnóstico; explico: enquanto sinal de alarme, de que algo não vai bem, a dor serve como um guia precioso que ajuda a definir o que há de errado com aquele organismo (ilustra isso a clássica pergunta: “onde é que dói?”). Ora, considerando o caráter difuso e constante das dores sem lesão física que ocorrem na fibromialgia, e a própria subjetividade que envolve a avaliação de sua intensidade, torna-se difícil utilizar a dor como parâmetro na hora de avaliar a queixa. Juntando tudo isso, é fácil cair na armadilha de subestimar o sofrimento (como se fosse menos intenso do que realmente é), relegando-o a um caráter secundário ou, pior, de considerar que é “coisa de gente mole”.
O fato é que, por trás de uma mera classificação ou mensuração das dores, há uma pessoa que sofre com prejuízos em todas as esferas: física, psicológica e social.
Na esfera física, a dor crônica torna difícil, quando não impede definitivamente, a realização de tarefas importantes na vida de qualquer pessoa, tanto em casa quanto no trabalho. Mais que “só uma dorzinha de nada”, a isso se sobrepõem os efeitos das noites mal dormidas e, consequentemente, da fadiga. O corpo sofre e se desgasta progressivamente com isto, levando a um estado geral de falta de energia e vitalidade. Ora, nossa condição de estarmos vivos e atuantes no mundo passa primeiro pela dimensão biológica, pelo corpo, e assim podemos dizer que não é possível atingir um estado de bem estar enquanto há um nível considerável de sofrimento físico.
Na esfera psicológica, hoje já são bem conhecidas (seja por meio de estudos ou porque sentimos na própria pele) as alterações de humor oriundas da privação de um sono de qualidade. Pesquisas indicam que ocorre uma modificação atípica das ondas cerebrais durante um dos estágios mais profundos do sono nos portadores de fibromialgia, e isto teria como consequência um sono superficial e não reparador, com despertares frequentes mesmo aos menores estímulos. Além de não recuperar o corpo, a mente também sofre, deixando a pessoa mais suscetível aos estados de irritabilidade e tristeza, a oscilações emocionais e à cefaléia, com consequências para a memória e até mesmo para a percepção e codificação das informações. Outra questão que não deve ser ignorada é o quanto o fato da fibromialgia não ter cura ou etiologia conhecidas impacta sobre a dimensão psíquica do indivíduo – podendo gerar sentimentos de desamparo/desesperança, impotência e vulnerabilidade, sejam eles conscientes ou não.
Na esfera social, se depara com efeitos que advém da redução da capacidade para o trabalho e a vida pessoal. Novamente enfocando o caráter essencialmente subjetivo da dor, muitos ficam reticentes quanto à legitimação deste sofrimento (e até mesmo no campo acadêmico prossegue o debate sobre o estatuto de doença atribuído à fibromialgia). De fato, não podemos ignorar que a falta de informação do grande público sobre o quadro, associado à realidade de que grande parte das pessoas acometidas por ela ser do sexo feminino, tem consequências sobre o impacto social causado por ele (e o debate dessas consequências, considerado o papel social da mulher, embora importante, foge ao propósito da presente reflexão).
É importante destacar que a complexidade da fibromialgia aponta na direção de uma etiologia múltipla, onde se entrelaçam fatores físicos, psíquicos e ambientais. O tratamento mais indicado, portanto, seria aquele que fosse o mais abrangente possível em todas essas dimensões, envolvendo o esforço de equipe multiprofissional, cada um em sua área de atuação. Através da compreensão empática daquele que procura ajuda e de seu sofrimento, pode-se mais facilmente aceder ao objetivo maior que é a redução do sofrimento e a promoção de uma vida com mais qualidade às pessoas que se colocam diante de nós.
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Wilson Luis Silva
Psicoterapeuta corporal
Psicólogo (CRP 06/103.262) graduado pelas Faculdades de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos, em formação no curso de Análise Biodinâmica pelo IBPB – Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica