Livro ‘O Toque na Psicoterapia’ entre os mais vendidos da Amazon!

Escrito por profissionais do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica – a maior entidade divulgadora desta abordagem no país – o livro O Toque na Psicoterapia: Massagem Biodinâmica esteve durante essa semana entre os 20 mais vendidos na categoria Psicologia e Aconselhamento, Saúde e Família do site Amazon.com.br

Discutindo indicações e contraindicações do toque durante o tratamento psicoterápico e explicitando as bases teóricas que fundamentam essa prática, o livro traz também traz as técnicas de Massagem Biodinâmica reunidas e compiladas pelo Instituto, parte do seu curso de formação.

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A versão digital (que você pode conferir clicando aqui) está sendo vendida hoje (29 de janeiro) por R$ 9,99 – um desconto de 50%

Recomendo fortemente para todos aqueles interessados em conhecer melhor essa abordagem frequentemente tão pouco compreendida!

Tenho muito orgulho de fazer parte da comunidade Biodinâmica! Parabéns, equipe!

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O que, afinal, a Psicologia tem a ver com o corpo?

Inicialmente, quando pensamos em Psicologia, logo somos levados a pensar sobre o estudo e as intervenções sobre a vida e saúde mental das pessoas, não é verdade? Mesmo a origem da palavra Psicologia (do grego Psyche, ‘alma’ e Logos, ‘estudo’) nos conduz a esse raciocínio – Estudo da Alma. Nada a ver com corpo.

Porém, olhando com um pouco mais de atenção veremos que essa aparente contradição não se sustenta.

A começar pelo estudo daquele que é o órgão de maior interesse para as ciências da mente: o cérebro. Expressões como “hoje estou com a cabeça cheia” ou “estou com a minha cabeça fervendo” são expressões populares para quando estamos preocupados ou aborrecidos. Hoje temos dados científicos que vem ao encontro dessa sabedoria popular; a atividade mental é resultado de algo que acontece na cabeça – mais precisamente no cérebro. O mau funcionamento cerebral (seja por uma deficiência em seu desenvolvimento ou mesmo em função de alguma lesão – por exemplo, em um acidente) altera toda a vivência e expressão das chamadas funções mentais: memória, consciência, percepção, linguagem, movimentos… 

O cérebro, então, funciona como uma “caixa de comando”, onde são reunidas e processadas as informações e de onde partem os comandos para o restante do corpo funcionar. Através da medula e dos nervos, o corpo inteiro se encontra interligado e sob o comando do que acontece no cérebro. Mesmo as funções corporais sobre as quais não pensamos (no sentido de que não precisamos pensar conscientemente para nosso coração bater ou nossos rins filtrarem o sangue) acontecem a partir de informações enviadas do sistema nervoso – do qual o cérebro é peça chave.

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Podemos ir mais além. O que nós chamamos de emoção nada mais é do que uma reação do corpo a determinados estímulos. Ao acordar no meio da noite com um barulho muito alto e forte, nos levantamos rápido, nosso corpo contraído, um “frio na barriga”, a respiração presa, o coração batendo forte e os olhos “arregalados”. Considerando que o barulho foi causado pelo vento que bateu uma janela, depois podemos descrever a situação – “Acordei assustado”. Primeiro nosso corpo reage em uma série de atos reflexos, depois nosso cérebro interpreta estes sinais e temos a consciência “me assustei”. E a isso nomeamos como medo. 

O mesmo acontece com outras emoções. Além dos efeitos globais gerados no organismo, também acontecem efeitos mais sutis. Por exemplo, por mais que se esforce, é pouco provável que todos consigam esconder a raiva: alguma coisa na postura, no olhar ou nas expressões faciais se alteram em função da emoção sentida. Ou será que a emoção na verdade é percebida somente depois que o cérebro registra as alterações corporais? Independente da ordem em que as informações são processadas (e em se tratando de funcionamento cerebral, isso pode levar apenas algumas frações de segundo), o fato é que existe aí uma relação.

Assim, podemos dizer que as emoções estão relacionadas tanto a reações do corpo como da mente. Nas chamadas doenças psicossomáticas, disfunções físicas têm como origem desequilíbrios na vida mental/afetiva. Todos já ouvimos falar do quanto o estresse prolongado é capaz de nós levar a uma série de doenças – hipertensão, dores de cabeça, gastrite, entre outras. Do mesmo modo, algumas doenças físicas podem dar origem a alterações mentais: desde o mau funcionamento de glândulas como a tireóide, causando sintomas parecidos com a depressão; até a perda da fala ou dos movimentos, causada por lesões no cérebro (caso dos Acidentes Vasculares Cerebrais – os AVCs) ou na medula (fraturas na coluna em acidentes, por exemplo).

Problemas também acontecem quando a percepção do que acontece conosco falha. É o caso da pessoa que é muito ansiosa e apenas tem consciência disso quando os efeitos – físico e mentais – da ansiedade se transformam em um transtorno. Ou da pessoa que se torna irritadiça e não consegue dormir, sem perceber que tudo acontece em função do desequilíbrio gerado pelo estresse. Falta a percepção dos efeitos no corpo, ou dos efeitos na mente. Essa separação (ou cisão) é bastante perigosa pois nos leva gradativamente a quadros bastante complicados.

A partir disso, já poderíamos dizer que a Psicologia tem muita coisa a ver com o corpo. Afinal tudo que afeta a mente vai, através do cérebro, e em algum momento, afetar também outras partes do corpo. Não esqueçamos que somos um todo interdependente, sendo que  negligenciar qualquer uma das partes gera desequilíbrio nas outras. Desse modo, a divisão entre corpo e mente se torna apenas didática, um recurso utilizado pela ciência para tentar compreender as funções e interrelações desse ser tão complexo que é o ser humano.

A Psicologia Biodinâmica, enquanto uma abordagem da psicologia corporal, reúne conhecimentos de diversas áreas do saber ligadas a esse raciocínio. Através dessa forma de entender e agir, busca-se ampliar e fortalecer a consciência do corpo, superar a cisão, como uma forma de auxiliar no processo de tratar a mente. E vice-versa, pois a relação entre eles é dinâmica e, como vimos, profundamente interligada. 

Acupuntura Auricular – Auriculoterapia

Derivada da medicina tradicional chinesa, a auriculoterapia é uma técnica que consiste na estimulação de determinados pontos da orelha relacionados aos meridianos de circulação energética do organismo.
Todas as doenças e disfunções têm origem em algum desequilíbrio nessa estrutura sutil e, através da estimulação dos pontos, existe a possibilidade de retomar o equilíbrio saudável.

É possível obter resultados altamente positivos em casos como insônia, enxaqueca, dores ósteo-musculares (artrite, artrose, tendinites, luxações, etc), ansiedade, alergias, vício em nicotina, desequilíbrio alimentar, sobrepeso e uma série de outras.

A imagem veio daqui

Algumas palavras sobre ansiedade – Parte II

Na parte I da nossa série sobre ansiedade (que pode ser conferida aqui), falamos um pouco sobre o que é e como funcionam as reações físicas e psicológicas diante dos estímulos que a desencadeiam. Hoje, vamos relacionar essas reações com uma palavra que acompanha o cotidiano de muitos de nós: Stress**.

Discutimos como alguns acontecimentos em nossa vida podem dar início às respostas fisiológicas e psíquicas da ansiedade – palpitação, respiração ofegante, tensão muscular, dilatação das pupilas, boca seca, insegurança, angústia, etc. Todos esses “sintomas” são também comuns nas situações de stress. E esse tal stress, o que é?
Ele é, tal como a ansiedade, uma reação do nosso corpo físico e aparelho psíquico diante de uma ameaça. Chamamos os eventos potencialmente ameaçadores de agentes estressores; pode ser desde um risco físico “real”, como um acidente de trânsito ou assalto, ou um evento psicológico, como a ameaça de perder o emprego ou de término de um relacionamento afetivo. Usamos aqui a palavra “real” entre aspas pois as ameaças ao nosso equilíbrio e bem estar psíquico são tão reais, válidas e verdadeiras quanto os riscos à integridade física.
Cansaço, contas, saúde, trabalho, medo, preocupações, falta de sono
Vale lembrar que nosso corpo foi preparado biologicamente para reagir diante das ameaças e, depois do perigo superado, voltar ao estado de relaxamento anterior. O que acontece em nosso modo de vida atual é que os riscos (nem sempre de dano físico) permanecem por um longo período de tempo. Aqui, podemos incluir o trabalho sob pressão que nos sobrecarrega, uma relação afetiva disfuncional cheia de ciúmes e/ou brigas, a violência urbana, no trânsito… Assim, estamos expostos aos efeitos dos agentes estressores por mais tempo do que seria saudável. E daí, adoecemos.
O stress prolongado pode atingir um patamar que chamamos de fase de exaustão, que é quando certas doenças se instalam em nosso organismo: hipertensão arterial, gastrite/úlcera, depressão, doenças cardiovasculares, compulsões. Estes são apenas alguns exemplos do que pode nos acometer diante do stress crônico.
O que torna tudo isso ainda mais perigoso é que temos tendência a não relacionar os sinais anteriores de nosso organismo ao stress. Evidentemente, não atingimos a fase da exaustão imediatamente, mas passamos antes pela fase aguda (que é quando somos inicialmente confrontados com os agentes estressores, gerando as primeiras respostas de stress) e pela fase de resistência, isto é, por aquela em que os sintomas (alterações no sono, dores de cabeça e pelo corpo, dificuldade de concentração, instabilidade emocional, etc.) começam a ficar mais perceptíveis; em geral, não atribuímos tais alterações ao stress mas, caso você note que tem alguns desses sintomas, vale a pena considerar a ação dos agentes estressores em sua vida.
Daí nos perguntamos: por que alguns de nós somos mais afetados pelo stress que outros? Isso varia em função de um sem número de fatores, desde a suscetibilidade biológica, resistência psicológica, sensação de segurança e boa autoestima… isto nos levará ao tema do nosso próximo texto: o que fazer para combater a ansiedade, o stress e a angústia que acompanha a ambos?
Não perca a parte final da nossa série!
** Utilizamos aqui a grafia da palavra inglesa, por ser mais difundida. A grafia em português, estresse, é igualmente válida e, por isso, a empregamos na expressão “agentes estressores”. Discussões linguísticas à parte, o sentido geral do texto permanece o mesmo.

Algumas palavras sobre ansiedade – Parte I

Nessa série de pequenos textos, vamos falar um pouco sobre este tema que é parte integrante da vida da maioria de nós: a ansiedade. Quem nunca sentiu aquela ansiedade que atrapalha tudo, ou conhece alguém que passou por uma situação como a seguinte:
Alberto era um ótimo funcionário da empresa em que trabalhava; competente, tinha conhecimento sobre o que fazia, costumava até treinar os funcionários novos que eram contratados. Um belo dia, o chefe de Alberto pediu para que ele fizesse uma apresentação simples, para explicar aos funcionários de outras filiais como era que o departamento daquela unidade funcionava. Ninguém melhor que o Alberto para a tarefa, uma pessoa que conhecia a fundo o assunto.
A apresentação foi preparada e, no dia, os colaboradores se reuniram no anfiteatro da unidade em que Alberto trabalhava para ouvir.
Então, ele começou a se sentir ansioso, “nervoso” como se diz: seu coração batia muito acelerado, sua boca estava seca, suava frio. Na hora de falar, gaguejou, “deu um branco”, não conseguia lembrar-se de tudo que havia ensaiado, nem mesmo daquilo que costumava fazer todos os dias. Envergonhado, só queria sair correndo dali e sumir.
As reações de Alberto são familiares a alguém aí?
Ansioso: e agora?
Quase todo mundo já passou por alguma situação de extrema ansiedade, seja uma apresentação na escola, na faculdade, no trabalho, uma entrevista de emprego, um encontro com o novo paquera… As possibilidades são muitas. E a ansiedade pode ser desencadeada por vários acontecimentos (estímulos) diferentes.
A ansiedade é uma resposta do nosso organismo frente a algum perigo. Evolutivamente, ela até ajudou nossa espécie a sobreviver, pois as alterações físicas provocadas por ela preparam o corpo para enfrentar melhor as ameaças que se apresentam, ou fugir delas. É o que chamamos de resposta de luta ou fuga. Vamos pensar em um dos nossos ancestrais primitivos caminhando pela floresta, quando de repente ouve um barulho próximo. Caso perceba a fonte do ruído como sendo algo perigoso, seu organismo vai sofrer uma série de alterações: seus batimentos cardíacos aumentam, bombeando mais sangue para os grandes músculos das pernas e braços, sua frequência respiratória aumenta para obter mais oxigênio, suas glândulas sudoríparas produzem mais suor para resfriar a superfície do corpo, suas pupilas dilatam… Caso seja um animal selvagem, ele vai estar mais preparado para enfrentá-lo (quem sabe conseguindo até levar o jantar para a caverna!) ou para fugir, caso o animal seja muito grande para ser enfrentado.
Ora, aqueles que tinham melhores condições de antecipar o perigo (para enfrentá-lo ou escapar dele) também tinham maiores probabilidades de sobreviver à situação e passar seus genes adiante. E ao longo do tempo, essas reações todas às ameaças foram repassadas até chegar a nós. 
A questão é que o modo de vida do homem também se transformou, e os perigos a serem enfrentados já não se tratam mais de animais selvagens na floresta. As ameaças à integridade enfrentadas pelo homem moderno são mais sutis – ameaça de perder o emprego, de “dar vexame”, passar vergonha, de tirar notas baixas, de “levar bronca” – mas os mecanismos de reação ainda são os mesmos dos ancestrais. E com a sofisticação dos processos mentais ocorridas ao longo da nossa evolução, aquelas reações físicas são também acompanhadas por reações psíquicas: o medo de falhar, os pensamentos de que tudo vai dar errado, de que todo mundo vai rir, de que vai esquecer o que falar… Tudo isso gera muita angústia e sofrimento. Quem é ansioso, sabe.
Ansiedade é sempre ruim?
Vamos pensar: as reações de ansiedade são parte do mecanismo que ajuda a antever um perigo, real ou potencial, e preparar o corpo para enfrentá-lo. Então, se for preciso escapar de verdade, por exemplo, de um cão raivoso solto pelas ruas, elas serão muito úteis! Foram bastante úteis para ajudar os já mencionados homens primitivos a sobreviver no ambiente perigoso onde se encontravam, inclusive.
O grande problema da ansiedade é quando nossos pensamentos entram no “piloto automático” e começam a antever cenários catastróficos, mesmo para as situações mais simples. O corpo se prepara para um perigo muito maior do que o real (pois as ameaças imaginárias não têm nenhum compromisso de ser coerentes com a realidade!), e a angústia proveniente acaba atrapalhando mesmo o desempenho em qualquer tarefa.
Então, como lidar com essa situação? E o que tem tudo isso a ver com o stress?
Essas são as questões que abordaremos nos textos seguintes. Aguardem!

#Update: a Parte II pode ser vista neste link aqui

Um Mundo de Estímulos

A maneira como se organiza o mundo em que vivemos atualmente nos oferece uma infinidade de estímulos, quase o tempo todo: televisão, internet, outdoors, rádio, celular, jornais e revistas… um verdadeiro turbilhão de informações, cores, sons e slogans variados. E como você lida com tudo isso?
Quando somos crianças, todo o mundo ao nosso redor é uma fonte inesgotável de novas informações e estímulos. Pense naqueles brinquedos destinados a bebês, todos muito coloridos, feito com materiais de diferentes texturas; alguns até emitem sons e luzes. Eles não são projetados assim por acaso. À medida que a criança entra em contato com todas essas novidades, as experiências vão sendo registradas pelo seu cérebro em desenvolvimento, criando novas sinapses – novos caminhos da informação em seus neurônios – e formando uma espécie de “mapa” do mundo em que vive. Assim ela aprende sobre o seu ambiente imediato.
O gosto pelo que é novo, pela informação diferente – em outras palavras, por novos estímulos – começa logo cedo na vida e tem uma importância muito grande do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo do ser humano. Porém, a situação em que nos vemos imersos no mundo moderno tem nos levado a uma verdadeira overdose de estímulos. Enquanto lemos um e-mail, ouvimos música; ao mesmo tempo, na rua, um carro de som faz propaganda de uma nova loja. Ah, sim, a TV continua ligada e mostra uma propaganda de roupas de marca. O celular toca: uma mensagem SMS da sua operadora, oferecendo serviços novos por um preço imperdível. Aquele e-mail (lembra?) era sobre uma notícia sobre a economia do país, mas continha um link que te leva à página sobre o último filme lançado, contendo um vídeo de entrevista com o diretor e o elenco.
Comemos em frente à TV. Ao longo da parede lateral da escada rolante, no metrô, somos bombardeados com anúncios de escolas de idiomas, cosméticos, carros, universidades… De quantas dessas informações você se lembra no fim do dia? De quantas dessas informações você realmente precisa?
Toda essa superestimulação tem ajudado a criar uma verdadeira cultura do fast-tudo, com linguagem de videoclipe, tudo em flashes sucessivos e rápidos. Muitas vezes nos sentimos com dificuldade de se concentrar em uma só coisa por vez, acelerados, ansiosos pelo próximo estímulo. Nossa reação tende à tensão, stress, à ansiedade e outros nomes para esse tipo de sensações que temos.
Precisamos de um momento de pausa para processar a informação, organizá-la em nossa cabeça. Práticas como a meditação pedem essa pausa, um momento de observação consciente. Tente ficar em silêncio por cinco minutos, prestando atenção à sua respiração. Difícil?
Algumas atitudes simples no dia-a-dia podem nos ajudar a quebrar essa agitação interna: uma pausa no que está fazendo para respirar fundo e se espreguiçar. Desligar a TV quando for usar o computador. Note como está sentado agora, se em uma posição confortável ou se há alguma tensão muscular desagradável… vamos lá, uma coisa por vez.
Você consegue!